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quarta-feira, 24 de novembro de 2010

o dia

Caixas de Ipanema não oferecem perigo, diz a Polícia Civil

Rio - Peritos da Polícia Civil abriram, na manhã desta quarta-feira, duas caixas que foram deixadas nas praças Nossa Senhora de Copacabana e General Osório, em Ipanema, Zona Sul do Rio.  As caixas, que tinham pouco mais de um metro de altura, levaram pânico à população e fizeram com a 50 policiais fossem mobilizados.
Foto: Fábio Gonçalves / Agência O Dia
Policiais analisam as caixas deixadas em praça de Ipanema: suspeita de bomba | Foto: Fábio Gonçalves / Agência O Dia
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Temendo que as caixas fizessem parte de novas modalidades de ataques por parte de traficantes, a polícia chegou a acreditar que houvesse explosivos dentro delas. As praças foram isoladas e o trânsito interrompido no entorno das praças.
Foto: Fábio Gonçalves / Agência O Dia
Uma das embalagens foi deixada ao lado de uma cabine da Polícia Militar | Foto: Fábio Gonçalves / Agência O Dia
Especialistas do Esquadrão Anti-Bombas da Polícia Civil abriram a primeira caixa por volta de 10h e, dentro delas havia apenas uma chave. A segunda foi aberta 18 minutos depois e nada continha. Existe a suspeita de que as caixas façam parte de uma campanha publicitária. O tráfego foi liberado pela Guarda Municipal foi liberado à 10h20.
Ataques começaram no domingo ao meio-dia
A onda de ataques violentos no Rio e Grande Rio começou no último domingo, por volta do meio-dia, na Linha Vermelha, quando seis bandidos armados com cinco fuzis e uma granada fecharam a pista sentido Centro, altura de Vigário Geral. Os criminosos, em dois carros, levaram pertences de passageiros e queimaram dois veículos, após expulsarem os ocupantes. Para o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, as ações criminosas são uma reação contra a política de ocupação de territórios do tráfico, por meio das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) e a transferências de bandidos para presídios federais em outros estados.
Na manhã desta segunda-feira, cinco bandidos armados atacaram motoristas no Trevo das Margaridas, próximo à Avenida Brasil, em Irajá, também na Zona Norte. Os criminosos roubaram e incendiaram três veículos - uma van de passageiros que fazia o trajeto de Belford Roxo para o Centro -, além de um Monza e um Uno. Também na segunda pela manhã, criminosos armados com fuzis atiraram em uma cabine da PM na rua Monsenhor Félix, em frente ao Cemitério de Irajá. A PM acredita que o incidente tenha sido provocado pelos mesmos bandidos que haviam incendiado os três carros no Trevo das Margaridas. À noite, criminosos incendiaram dois carros na Rodovia Presidente Dutra, sentido Capital, na altura da Pavuna. Foi o quinto ataque a motoristas em menos de 48 horas. Na Zona Norte, uma cabine da Polícia Militar (PM) foi metralhada próximo ao shopping Nova América, em Del Castilho.
No dia seguinte, as polícias Militar e Civil se uniram para reforçar o patrulhamento pelas ruas do Rio. O efetivo foi redobrado para controlar os ataques dos bandidos. A operação se chamou 'Fecha Quartel'. Mais de 20 favelas foram invadidas. Armas e drogas foram apreendidas. Bandidos foram presos e alguns mortos em confronto com agentes.
Novos ataques nesta quarta-feira: ônibus, van e carros são incendiados na Zona Norte do Rio, Baixada Fluminense e Niterói. Sérgio Cabral, governador do Rio, desafia os bandidos: 'Não há paz falsa. Não negociamos'.

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