De Moscou a Porto Alegre, Rodolfo encanta-se com a capital gaúcha
Zagueiro escolhe apartamento, aguarda a família, e se mostra feliz no Grêmio
Sete anos depois de trocar o Brasil pela Ucrânia, e em seguida pela Rússia, Rodolfo está de volta. Há uma semana o zagueiro de 28 anos mora em Porto Alegre, contratado pelo Grêmio. Paulista de Santos, acostumou-se ao frio do Leste Europeu de tal maneira que o calor da capital gaúcha o faz enxergar miragens.
Em entrevista exclusiva ao GLOBOESPORTE.COM, à beira do rio Guaíba, Rodolfo declarou-se encantado com a cidade - apesar do calor, responsável pelo carinhoso apelido "Forno Alegre" que os próprios moradores escolheram. E, ao contrário da imensa maioria dos jogadores egressos do centro do país, anseia pela chegada do inverno.
Na Rússia, enfrentou temperaturas de 28 graus negativos. Suportáveis graças à estrutura de calefação.
- É impossível, não tem roupa, não existe nada que faça o ser humano suportar. Não dá para sair na rua. Mas em casa e em qualquer lugar, nos shoppings, por exemplo, tem calefação. Ainda assim é melhor que esse calorão, estou vendo até miragem na minha frente. Estou louco para o inverno chegar aqui. Comparado com o frio da Rússia, vou andar até sem camisa - disse, aos risos.
Nesta quinta-feira, Rodolfo escolheu apartamento para morar. Deixará o hotel onde permaneceu durante uma semana, pronto para recepcionar a esposa e as pequenas filhas - Brenda, 4 anos, e Giovana, 1 ano. E as notícias que ele envia à família são as melhores possíveis.
- Porto Alegre é muito boa, é uma cidade compacta. Tudo é perto. Não tem trânsito. Lá em Moscou o trânsito é um caos. É só asfalto e cimento. Aqui tem natureza, tem o rio, tem os parques. Vai ser legal para as meninas - afirmou, para complementar sobre o trânsito:
- Em Moscou a gente não mede distâncias pelos quilômetros, mas pelo tempo. Eu morava a 28 quilômetros do CT, mas eu media a distância em uma hora e meia de trânsito. Aqui não, se o treino é às 8h30m eu saio do hotel às 7h50m e ainda chego antes.
Mas Rodolfo destaca o bom relacionamento com todos no Lokomotiv Moscou. Após o empréstimo ao Grêmio, até o final desta temporada, ele terá ainda mais um ano de contrato com o clube russo:
- É difícil morar no frio, mas a vida é muito boa em Moscou. Eu estava muito feliz lá, deixei as portas abertas, era o capitão do time. Como foi uma saída bem amigável, bem planejada, eles contam com a minha volta. Minha permanência aqui no Grêmio vai depender de mim e dos meus companheiros, dependerá do nosso trabalho, do nosso desempenho.
Na capital gaúcha, Rodolfo vai matricular a filha mais velha em uma escola de inglês, como fazia na Rússia. E pretende aproveitar com a família as atrações culturais de Porto Alegre.
- Lá em Moscou eu aproveitei pouco. Minha mulher e minhas filhas foram no teatro, no ballet, mas eu não consegui. Aqui vou ter oportunidade, quero aproveitar tudo.
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