Lusa domina jogo no Pacaembu e vence Santos 'carente' de Neymar
Portuguesa faz 3 a 1 com autoridade sobre o Peixe, mesmo com gol mal anulado. Sem seu astro, Peixe tem aproveitamento de rebaixado
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Era o primeiro jogo do Santos oficialmente sem Paulo Henrique Ganso, reforço do São Paulo. Mas a maior ausência sentida pelo Peixe foi a de sempre: Neymar. Carente de seu maior craque, suspenso, o time foi presa fácil para a Portuguesa. Mesmo no Pacaembu, a Lusa impôs seu jogo e fez 3 a 1 até com certa facilidade, mesmo com um gol de Rodriguinho mal anulado pelo árbitro Raphael Claus. Bruno Mineiros, duas vezes, e Léo Silva fizeram os gols da Portuguesa, enquanto André descontou para o apático Alvinegro. O artilheiro da Lusa chegou aos 11 gols em 13 partidas.
Mesmo ausente, Neymar foi lembrado pelos santistas com faixas, em um movimento para defender o craque das vaias sofridas na Seleção. Dentro de campo, o futebol do Peixe mostrou porque time e fãs sentem tanta falta do jogador. Sem Neymar, o Santos disputou 51 pontos e ganhou só 18: aproveitamento de 25,49%. Para se ter uma ideia, o lanterna Atlético-GO tem aproveitamento de 26,7% dos pontos.
A Lusa, que não tem nada com isso, aproveitou o jogo para se reabilitar no Brasileirão e seguir como "pedra no sapato" dos quatro grandes paulistas. Agora, são sete jogos, com três vitórias, três empates e uma derrota. Sua torcida, ampla minoria no Pacaembu, comemorou a vitória ao som de "olé" e "festa na padoca".
Agora, o Santos volta suas atenções para a Recopa Sul-Americana. O time enfrenta a Universidad de Chile, nesta quarta-feira, no mesmo Pacaembu, para decidir o título da competição internacional. No Brasileiro, a equipe enfrenta o Grêmio no próximo domingo, no Estádio Olímpico, e permanece com 33 pontos. Enquanto isso, a Lusa recebe o Atlético-MG, neste sábado, no Estádio Canindé. O time chegou aos 32 pontos.
Lusa é prejudicada, mas abre vantagem
A torcida do Santos começou a noite de sábado defendendo Neymar, “patrimônio do futebol brasileiro” e “ídolo das crianças”, com faixas para exaltar o craque. O problema para o time é que o astro, suspenso, não estava em campo para encarar a Portuguesa, no frio Pacaembu. Ainda assim, o time de Muricy Ramalho começou se impondo sobre a Lusa de Geninho, bem armada e com um ataque perigoso, formado por Rodriguinho e Bruno Mineiro.
Com a camisa 11 de Neymar, Victor Andrade bem que tentou imitar o ídolo e amigo. Pela esquerda, fez linda jogada e deu passe na medida para Pato Rodriguez. O argentino furou e a bola sobrou livre para André, que perdeu de forma incrível aos seis minutos. Em vez de finalizar de esquerda, o centroavante preferiu ajeitar o corpo para o pé direito e isolou.
A pressão inicial santista ainda teve lance discutível em contra-ataque puxado por Gerson Magrão e parado com falta por Valdomiro, quase na grande área. Mesmo com o santista livre, o árbitro Raphael Claus optou pelo cartão amarelo, aos nove minutos.
Foi então que a Portuguesa começou a se animar. Percebendo a fragilidade da zaga alvinegra, Moisés, Rodriguinho e Bruno Mineiro passaram a articular as melhores jogadas. A pressão deu resultado já aos 32 minutos, quando Rodriguinho recebeu na área e fuzilou para a rede, mas o árbitro Raphael Claus assinalou impedimento de forma equivocada.
No entanto, a persistência da Lusa foi recompensada. Sua pequena torcida presente ao Pacaembu já mostrava revolta com a arbitragem, quando o time abriu o placar. Em escanteio da esquerda, Marcelo Cordeiro cruzou, Luis Ricardo desviou e Bruno Mineiro, livre, fez, aos 37.
A Portuguesa sequer deu tempo para o Santos respirar e logo ampliou. Cinco minutos depois, em bonita troca de passes, o volante Léo Silva recebeu de Rodriguinho e só deslocou Rafael, para irritação dos torcedores do Peixe, que perderam a paciência e vaiaram o time no fim do primeiro tempo. O número de desarmes da etapa inicial, 23 da Lusa contra oito do Alvinegro, mostrava a superioridade do visitante no clássico.
Portuguesa segue melhor e amplia
Muricy Ramalho voltou para o segundo tempo com substituição no intervalo: trocou Juan, vaiado pelos santistas, por Bernardo, e deslocou Gerson Magrão para a lateral esquerda. A Lusa, porém, não tomou conhecimento e por muito pouco não liquidou o clássico.
Em lance de Neymar, Moisés fez linda jogada. O camisa 10 da Lusa roubou a bola no meio de campo, passou como quis no meio de Bruno Rodrigo e Durval, driblou Rafael, mas tirou demais do goleiro e finalizou de esquerda na trave, aos dois minutos.
Perdido, o Santos praticamente só assistia. E a Lusa continuava assustando. De falta, Marcelo Cordeiro obrigou Rafael a fazer boa defesa. Também em bola parada, a Portuguesa chegou ao terceiro e acabou com qualquer chance de virada. Bruno Mineiro, sempre ele, aproveitou levantamento na área e completou para o gol, aos 17 minutos.
O que se viu em seguida foi silêncio dos santistas, maioria no estádio (parte deles já deixava o Pacaembu), e festa da torcida da Lusa, que comemorou a vitória ao som de "olé" e "é festa na padoca". A Portuguesa só não chegou ao quarto por falta de pontaria.
O Peixe até chegou a descontar aos 29 minutos, com André. O centroavante desviou de cabeça para a rede de Dida o cruzamento de Bernardo, em jogada de bola parada. Mas nada que evitasse as vaias dos santistas. No primeiro jogo oficialmente sem Paulo Henrique Ganso, reforço do São Paulo, e também sem Neymar, o Peixe mostrou futebol preocupante. Melhor para a Lusa, que mandou em quase todo o jogo e segue como carrasco dos quatro grandes paulistas.
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