Uma nova era: França e Nigéria jogam em Brasília por novos feitos
Europeus e africanos se enfrentam nesta segunda-feira, no Mané Garrincha, pelas oitavas de final. Times vivem nova época após despedidas de ídolos do país
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Zinedine Zidane e Nwankwo Kanu dividiram épocas na França e na Nigéria, respectivamente. Enquanto Zizou esteve em campo, os europeus ganharam pela primeira vez uma Copa do Mundo (1998) e chegaram à decisão de outra, em 2006, na sua despedida. Aposentou as chuteiras, e o país nunca mais foi o mesmo. Kanu leva no currículo o heroísmo pela conquista da medalha de ouro em Atlanta, nas Olimpíadas de 1996. Esteve na melhor campanha dos Super Águias em Copas em 1998 (saiu nas oitavas, assim como em 1994). Agora, as seleções parecem se reerguer em uma nova era. A chance de dar mais um passo na fase atual é nesta segunda-feira, às 13h, no Mané Garrincha, pelas oitavas de final da Copa - quem avançar pega Alemanha ou Argélia.
Experiência no gol e no ataque
A França parece, enfim, ter reencontrado o rumo após a aposentadoria de Zidane. Desde a saída do maestro, os Bleus acumularam campanhas decepcionantes. Pararam na primeira fase da Eurocopa de 2008 e do Mundial de 2010 - em ambos, terminaram com um ponto em três jogos. Na Euro de 2012, conseguiu avançar às quartas, mas não fez frente à Espanha.
Ao menos nos números do Mundial do Brasil, essa França já pode ser considerada a melhor após a era Zidane. Na primeira competição oficial no comando da seleção, o técnico Didier Deschamps apostou na renovação. Os mais rodados são o goleiro Lloris, o lateral-esquerdo Evra e o atacante Benzema. Nem a perda de Ribéry - principal estrela do grupo até então - às vésperas da viagem ao Brasil, impediu a França de mostrar um bom futebol. Os 3 a 0 sobre Honduras e os 5 a 2 em cima da Suíça - houve também o empate por 0 a 0 com o Equador - deixaram uma boa impressão e fizeram a torcida renovar a confiança na seleção.
- Temos percebido um entusiasmo maior nos nossos torcedores nos últimos anos. Obviamente que eles têm expectativa. Faremos esforço em campo para que eles fiquem felizes. Queremos ir o mais longe possível nesta Copa – afirmou o goleiro e capitão Lloris.
Para repetir o que Zidane e companhia fizeram há oito anos, a França conta com alguém no banco de reservas que conhece o caminho. Deschamps era o capitão dos Bleus em 1998. Foi ele que levantou a taça de campeão do mundo após a vitória por 3 a 0 sobre o Brasil, em Paris. O atual comandante também fez parte do grupo que faturou a Eurocopa de 2000. Inspiração de sobra para a atual geração.
- Eles (campeões do mundo) certamente são uma referência. Eu cresci vendo essa geração. Do ponto de vista coletivo, fizeram realizações incríveis e nos inspiram para os próximos passos - completou o goleiro.
Sobre o time, a principal dúvida de Deschamps é em relação ao zagueiro Sakho. Com uma distensão muscular na coxa esquerda, ele treinou em separado no último sábado e também nesse domingo. A tendência é que o jogador do Liverpool, titular nos três jogos até agora, fique fora. O mais cotado para o seu lugar é Laurent Koscielny. No restante do time, o treinador conta com força máxima, mas, como virou rotina neste Mundial, faz mistério sobre a escalação.
Por uma campanha histórica
A medalha de ouro nas Olimpíadas de Atlanta é um dos maiores orgulhos futebolísticos da Nigéria. E Kanu brilhou naquele ano, principalmente nas semifinais contra o Brasil, quando marcou três gols na vitória por 4 a 3 na prorrogação. Ainda conseguiu, em 1998, classificar-se em primeiro com vitórias sobre Espanha (3 a 2) e Bulgária (1 a 0) e derrota para o Paraguai (3 a 1). Ao seu lado tinha Okocha, Taribo West, Babayaro... Uma geração que animou os torcedores com a vaga em um grupo complicado, mas que logo decepcionou com a eliminação nas oitavas após derrota por 4 a 1 para a Dinamarca.
Por uma campanha histórica
A medalha de ouro nas Olimpíadas de Atlanta é um dos maiores orgulhos futebolísticos da Nigéria. E Kanu brilhou naquele ano, principalmente nas semifinais contra o Brasil, quando marcou três gols na vitória por 4 a 3 na prorrogação. Ainda conseguiu, em 1998, classificar-se em primeiro com vitórias sobre Espanha (3 a 2) e Bulgária (1 a 0) e derrota para o Paraguai (3 a 1). Ao seu lado tinha Okocha, Taribo West, Babayaro... Uma geração que animou os torcedores com a vaga em um grupo complicado, mas que logo decepcionou com a eliminação nas oitavas após derrota por 4 a 1 para a Dinamarca.
Kanu ainda jogou em 2002 e 2010, a essa altura com 33 anos. Uma fase com pouco brilho, já no fim de carreira. Definitivamente sem o ex-atacante em campo, a Nigéria voltou a ganhar uma Copa das Nações Africanas no ano passado (o último título tinha sido em 1994). E pode alcançar sua maior façanha em uma Copa se vencer a França e chegar às quartas de final. Tudo sob os olhares de Kanu, que tem acompanhado os jogos como espectador.
- Estou muito satisfeito com a nossa seleção. Os jogadores estão se esforçando muito e fazendo muito sacrifício para garantir que nosso time chegue onde devemos chegar. Obviamente, se realizarem esse feito eu vou ficar muito satisfeito. Acho que eles merecem. Para mim, só quero que o time esteja sempre melhorando - disse o técnico Stephen Keshi.
Em relação ao time, há duas dúvidas: primeiro quem vai substituir Babatunde, com o pulso quebrado. A outra é sobre quem joga ao lado de Omeruo na zaga. Yobo assumiu a vaga de Oboabona durante as duas últimas rodadas como titular. Porém, Oboabona está recuperado de lesão e os dois lutam pelo lugar entre os 11.
*Participam da cobertura Diego Rodrigues, Fabrício Marques, Heitor Esmeriz e Thiago Lavinas.
- Estou muito satisfeito com a nossa seleção. Os jogadores estão se esforçando muito e fazendo muito sacrifício para garantir que nosso time chegue onde devemos chegar. Obviamente, se realizarem esse feito eu vou ficar muito satisfeito. Acho que eles merecem. Para mim, só quero que o time esteja sempre melhorando - disse o técnico Stephen Keshi.
Em relação ao time, há duas dúvidas: primeiro quem vai substituir Babatunde, com o pulso quebrado. A outra é sobre quem joga ao lado de Omeruo na zaga. Yobo assumiu a vaga de Oboabona durante as duas últimas rodadas como titular. Porém, Oboabona está recuperado de lesão e os dois lutam pelo lugar entre os 11.
*Participam da cobertura Diego Rodrigues, Fabrício Marques, Heitor Esmeriz e Thiago Lavinas.
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