Erazo x Benzema: equatoriano "faz as honras da casa" diante do francês
Deschamps mantém mistério, não garante o atacante nos 90 minutos, mas goleador do time fará sua estreia no Maracanã nesta quarta, pela Copa do Mundo
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Um deles nunca atuou no Maracanã e é ídolo em seu país mesmo sem jamais ter cantado a Marselhesa. O outro também desfruta de popularidade onde nasceu, ainda não brilhou no futebol brasileiro, mas conhece o palco mais famoso desta Copa do Mundo. E já até mandou recado: "Na minha casa eles não vão se criar." Esse é o equatoriano Frickson Erazo, que terá a missão de marcar o francês Karim Benzema nesta quarta-feira, no Maracanã, a partir das 17h, em Equador x França, pelo Grupo E da Copa do Mundo. O zagueiro considera vantagem ter atuado quatro vezes no estádio pelo Flamengo. O técnico Reinaldo Rueda apontou o "fator casa" como um ponto positivo e espera que o jogador repita o "sucesso" que já teve nesse mesmo gramado. Só que não é bem assim. No futebol carioca, jamais convenceu com a camisa rubro-negra. Tanto que passou a ser perseguido pela torcida. Agora, diante de um dos destaques da Copa, terá chance de mostrar seu valor
- Para o futebol equatoriano, é um prazer saber que o Erazo já jogou no Maracanã, em um clube com a história do Flamengo, e esperamos que tenha sucesso nesse campo onde já jogou tão bem - disse o comandante equatoriano, sem saber direito que o zagueiro não desfruta da simpatia dos torcedores.
- Para o futebol equatoriano, é um prazer saber que o Erazo já jogou no Maracanã, em um clube com a história do Flamengo, e esperamos que tenha sucesso nesse campo onde já jogou tão bem - disse o comandante equatoriano, sem saber direito que o zagueiro não desfruta da simpatia dos torcedores.
Discreto e de poucas palavras, Benzema vai para o confronto como a grande estrela da seleção francesa, que até pouco tempo era vista como uma das possíveis eliminadas na primeira fase. Com seus três gols, comandou as vitórias sobre Honduras - por 3 a 0 - e Suíça - 5 a 2 - que deixam a seleção praticamente classificada para a próxima fase - só não passa se for goleada, e um empate assegura o primeiro lugar sem precisar contar saldo de gols. Criticado inicialmente por não cantar a Marselhesa, acabou caindo nas graças dos seus compatriotas e tido até por seu pai como um "Napoleão". Capas de jornais, sites e nome em camisas viraram fato frequente. O hino? Já não incomoda tanto. Para ele, em declaração recente, não é essa atitude que demonstrará mais ou menos seu amor pela pátria. O futebol, sim.
- Não sou obrigado a cantar o hino e não é por isso que gosto mais ou menos da seleção. Nunca o cantei em toda a minha vida e não o vou fazer agora. Não é por não o fazer que vou deixar de marcar um hat trick - afirmou o goleador.
É com esse tom forte e decisivo que Benzema vai a campo com a França em busca de ao menos um ponto. O técnico Didier Deschamps faz mistério na escalação e não garante nem mesmo seu artilheiro durante os 90 minutos, apesar de tê-lo escalado durante todo o tempo nos dois treinos fechados que realizou, segundo a imprensa francesa.
- Ele está em excelente forma. Tenho a opção de escolher vários jogadores, mas também posso substituí-lo, não sabemos o que pode acontecer durante a partida. Não vou dar um tratamento especial para ele. É importante que mantenha seu nível de jogo e eficácia - disse Deschamps.
É com esse tom forte e decisivo que Benzema vai a campo com a França em busca de ao menos um ponto. O técnico Didier Deschamps faz mistério na escalação e não garante nem mesmo seu artilheiro durante os 90 minutos, apesar de tê-lo escalado durante todo o tempo nos dois treinos fechados que realizou, segundo a imprensa francesa.
- Ele está em excelente forma. Tenho a opção de escolher vários jogadores, mas também posso substituí-lo, não sabemos o que pode acontecer durante a partida. Não vou dar um tratamento especial para ele. É importante que mantenha seu nível de jogo e eficácia - disse Deschamps.
Nesta terça-feira, o treinador liberou somente 15 minutos da atividade no Engenhão, local do trabalho em razão da preservação do gramado do Maracanã. Apesar do segredo, a França sofrerá mudanças. Pogba retorna à equipe depois de começar no banco contra a Suíça na vitória por 5 a 2. A ausência no último jogo teria sido um "puxão de orelhas" para que o atleta não se achasse a peça mais importante do grupo. Ele volta na vaga de Sissoko, que avança à posição de Valbuena, preservado. Varane, com problemas estomacais, dará lugar a Koscielny.
Mas a mudança mais repercutida entre os jornalistas franceses é a a entrada de Schneiderlin. Com o jogador no meio-campo, Deschamps alterará um pouco o esquema. Benzema jogará mais avançado, tendo como apoio Griezmann e Sissoko mais atrás.
Final para o Equador
Pelo lado equatoriano, a partida é encarada como uma final, até porque um resultado negativo provavelmente significaria uma eliminação ainda na primeira fase. Com as seleções sul-americanas em alta na Copa, a equipe, em segundo lugar na tabela, com três pontos e vantagem de dois gols no saldo sobre a Suíça, que também tem três pontos e enfrenta Honduras no mesmo horário, não quer ser uma das únicas a ir para casa mais cedo. O técnico Reinaldo Rueda vai manter a base do time que venceu Honduras, mas deixou no ar a possibilidade de mexer em duas ou três peças para se adaptar ao estilo de jogo francês.
- Temos de ser inteligentes e reduzir os espaços da França. Se tivermos chance de ter a posse de bola, vamos buscar o ataque, é claro. Temos de fazer uma partida perfeita para alcançarmos os pontos que precisamos para seguir em frente. Precisamos de concentração, mesmo diante das virtudes da França. Estamos com vontade e garra para jogar. Todos os equatorianos estão vendo os rivais (sul-americanos) classificados e querem também - disse Reinaldo Rueda.
Pelo lado equatoriano, a partida é encarada como uma final, até porque um resultado negativo provavelmente significaria uma eliminação ainda na primeira fase. Com as seleções sul-americanas em alta na Copa, a equipe, em segundo lugar na tabela, com três pontos e vantagem de dois gols no saldo sobre a Suíça, que também tem três pontos e enfrenta Honduras no mesmo horário, não quer ser uma das únicas a ir para casa mais cedo. O técnico Reinaldo Rueda vai manter a base do time que venceu Honduras, mas deixou no ar a possibilidade de mexer em duas ou três peças para se adaptar ao estilo de jogo francês.
- Temos de ser inteligentes e reduzir os espaços da França. Se tivermos chance de ter a posse de bola, vamos buscar o ataque, é claro. Temos de fazer uma partida perfeita para alcançarmos os pontos que precisamos para seguir em frente. Precisamos de concentração, mesmo diante das virtudes da França. Estamos com vontade e garra para jogar. Todos os equatorianos estão vendo os rivais (sul-americanos) classificados e querem também - disse Reinaldo Rueda.
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