Suíça tenta "reconstruir a história" com Honduras, que de novo crê no milagre
Europeus buscam superar trauma que os persegue desde 2010, quando também no dia 25 de junho tropeçaram nos hondurenhos e acabaram eliminados do Mundial
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Exatos quatro anos. Foi o tempo que se passou entre o jogo entre Suíça e Honduras pela Copa de 2010 e o duelo que será realizado às 17h desta quarta-feira na Arena Amazônia, em Manaus. As histórias são muito parecidas. Na África do Sul, os suíços teriam se classificado no lugar do Chile com uma vitória por dois gols de diferença sobre os já quase eliminados hondurenhos, mas tropeçaram nos próprios pés e ficaram no 0 a 0.
O Mundial, que para eles tinha começado bem, com triunfo surpreendente sobre a Espanha - campeã no final -, acabou em total decepção.
No Brasil, a Suíça está numa situação ainda mais confortável do que naquele 25 de junho e pode se classificar às oitavas de final até mesmo com uma derrota. Mas, curiosamente, também pode ser eliminada mesmo com uma vitória. Tudo vai depender da França, líder do Grupo E.
Os suíços contam diretamente com os franceses. Se perderem por 1 a 0, por exemplo, entram nas oitavas se o Equador levar de 3 a 0 da França de Benzema e cia. no duelo que ocorre no mesmo horário, mas no Maracanã.
Em caso de empate com Honduras, os suíços torcem por uma vitória simples da França.
Caso os equatorianos vençam, a Suíça precisará de uma goleada para tirar a diferença no saldo de gols (os sul-americanos têm dois a mais).
Para os Bleus serem eliminados, seriam necessários placares elásticos por parte de Suíça e Equador, o que tem chance remotíssima de se concretizar se depender das boas performances da equipe de Didier Deschamps até aqui.
Honduras busca o improvável
Honduras busca o improvável
Do lado de Honduras,é complicado: vitória de 2 a 0 sobre a Suíça e triunfo da França sobre o Equador por 3 a 0 ou o oposto. A soma dos placares tem de ser cinco gols.
Após duas derrotas, com cinco gols sofridos e só um marcado, o que parece mais difícil é que os hondurenhos consigam o resultado. Mas um fio de esperança basta para uma seleção que já chocou o mundo ao aprontar para cima do Brasil (ao eliminar o multicampeão da Copa América de 2001, da qual Honduras terminou na terceira colocação batendo o Uruguai nos pênaltis).
Assim como a história está dando uma nova oportunidade para a Suíça, está fazendo o mesmo com Honduras. Acreditar é obrigação.
Fim do trauma suíço?
Fim do trauma suíço?
Os suíços trabalham desde 2011 para superar o trauma. Houve reformulação no elenco. A geração sub-17 campeã do mundo em 2009 teve vez e passou a integrar o grupo. O craque da atual seleção é Shaqiri, de 22 anos. Fruto da nova safra, foi justamente contra Honduras, há quatro anos, que o jogador do Bayern de Munique estreou pela Suíça em um Mundial, entrando no segundo tempo.
Seferovic, Rodríguez, Xhaka, Schär e Mehmedi são alguns dos jovens que junto da base de 2010, composta por Benaglio, Lichtsteiner, Senderos, Behrami e Inler, formam o time helvético. Chance de ouro para a "velha" geração se redimir.
- A situação é parecida, mas com algumas diferenças. Temos um time mais amadurecido e pronto para jogos desta importância. Ficamos em um grupo complicado nesta Copa, mas temos a oportunidade de reconstruir a história. O empate na África do Sul nos tirou da competição, mas acredito que podemos mudar isso. Vamos entrar com a atenção máxima dentro do jogo e buscar o resultado que nos interessa - afirmou o volante e capitão Gokhan Inler.
- A situação é parecida, mas com algumas diferenças. Temos um time mais amadurecido e pronto para jogos desta importância. Ficamos em um grupo complicado nesta Copa, mas temos a oportunidade de reconstruir a história. O empate na África do Sul nos tirou da competição, mas acredito que podemos mudar isso. Vamos entrar com a atenção máxima dentro do jogo e buscar o resultado que nos interessa - afirmou o volante e capitão Gokhan Inler.
A Suíça terá de superar não só a goleada sofrida para a França por 5 a 2 na segunda rodada, mas também a ausência do zagueiro Von Bergen, que sofreu uma fratura na face naquela partida e está fora da Copa.
Com isso, o técnico Ottmar Hitzfeld esconde a escalação. Senderos deve ser mantido ao lado de Djourou na defesa. O volante Behrami, que foi mal contra os franceses, pode dar lugar a Dzemaili. No ataque, Seferovic é favorito, mas Drmic ainda luta por uma vaga no esquema com apenas um homem de referência.
Clima é "aliado" de Honduras
Na esperança de alcançar um novo milagre, os hondurenhos se apegam a detalhes para tentar a façanha. A imprensa de Honduras está tratando o clima quente e úmido de Manaus como um aliado dos caribenhos, bem mais adaptados a essas condições do que os suíços.
Clima é "aliado" de Honduras
Na esperança de alcançar um novo milagre, os hondurenhos se apegam a detalhes para tentar a façanha. A imprensa de Honduras está tratando o clima quente e úmido de Manaus como um aliado dos caribenhos, bem mais adaptados a essas condições do que os suíços.
Os próprios europeus admitiram que os rivais desta quarta levam "pequena vantagem" devido a esse fator. A sorte também será sempre bem-vinda: em 2010, mesmo se tivessem goleado os suíços, Honduras não teriam conquistado a vaga, uma vez que a Espanha derrotou o Chile, o que impediria que fossem alcançados por Honduras. Mas o que importa mesmo na cabeça da equipe azul e branca é ir para cima em busca do resultado.
- Estamos conscientes de que temos uma última oportunidade. Temos de aproveitar contra a Suíça porque sabemos que podemos passar à próxima rodada - disse o meia Mario Martínez em entrevista ao jornal Diez no início da semana.
O retorno do meio-campo Wilson Palacios, que cumpriu suspensão contra o Equador por ter sido expulso contra a França, é o grande reforço do time. Como Honduras terá de ir para cima para melhorar seu saldo de gols, a expectativa é de que Palacios atue mais à frente no esquema tático do que o de costume, auxiliando mais na criação de jogadas. Já o lateral-esquerdo Juan Garcia agradou na última partida e deve ganhar a posição de Izaguirre.
O retorno do meio-campo Wilson Palacios, que cumpriu suspensão contra o Equador por ter sido expulso contra a França, é o grande reforço do time. Como Honduras terá de ir para cima para melhorar seu saldo de gols, a expectativa é de que Palacios atue mais à frente no esquema tático do que o de costume, auxiliando mais na criação de jogadas. Já o lateral-esquerdo Juan Garcia agradou na última partida e deve ganhar a posição de Izaguirre.
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